Crônicas para ler na escola

Não entendo nada de futebol. E não gosto. Mas me deliciei com as crônicas de José Roberto Torero neste livro em que na maior parte dos textos fala de futebol. Ilustra assim a idéia que, muito mais que o tema, é a forma de tratá-lo que o torna interessante e fisga o leitor.

O autor usa um recurso conhecido na literatura – o de se dirigir ao/à leitor(a): “Sim, eu sei, enamorado leitor e namoradeira leitora”, “Fleumática leitora, reumático leitor”, e a criação de um personagem – o Zé Cabala , “sumo sacerdote das comunicações com o além”, que atende a sua clientela num quartinho dos fundos, no distante Jardim Lambretta, que dão leveza aos textos e mais cumplicidade com o leitor.

Ao ler essas crônicas, fiquei imaginando aquele torcedor que conhece e/ou gosta das histórias de jogadores e de campeonatos de outros tempos, das histórias sobre times quase desconhecidos (esses também têm histórias!), de juízes e  daqueles torcedores que ainda hoje vão ao estádio com o seu radinho de pilha. Todas histórias narradas de forma bem-humorada. Com exceção de uma: em “Anderson, Diogo, Wellington”, num tom indignado que sensibiliza o leitor, Torero ergue sua voz contra a violência nos campos de futebol.

É sabido que Torero é um aficionado por futebol, e essa paixão ele sabe fazer  transpirar em cada página.

Fica aqui então esta sugestão de leitura.

 

Autor: José Roberto Torero.

Editora: Objetiva, 2011.

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