João Valente: a paixão e as proezas de um soldado.

Para quem gosta de histórias de peleja em que o amor e a justiça são bem recompensados, Fábio Sombra adaptou para o cordel o poema húngaro János Vitéz, de Sándor Petöfi, escrito em 1845.

João Valente, como o título foi traduzido, é a história de um recém-nascido abandonado num milharal, que se torna pastor de cabras e se apaixona por Iluska, que também “Não vivia com seus pais/ Mas na casa da madrasta,/ Velha bruta, por demais”.

Juras de amor, casamento planejado, mas “Labaredas flamejantes/ Fumarentas e vermelhas” separam os dois jovens. Obrigado a partir, e sem tempo de se despedir da amada, João Valente inicia, assim, sua trajetória de herói : junta-se a soldados húngaros, luta contra os turcos e salva a filha do rei. Depois de viajar “por hemisférios/ Latitudes e quadrantes”, chega ao Reino dos Gigantes e depois ao Fim do Mundo. Mais adiante, como um herói das narrativas míticas, luta contra três ferozes ursos negros, três leões e um dragão. Como prêmio, o paraíso. Mas João Valente não se alegra ainda, a imagem da amada o persegue… Como vencer a dor?

Com linguagem simples e rimada, as peripécias vividas pelo personagem, recheadas de realismo mágico, agradam às pessoas que são solidárias com aqueles a quem a vida abandonou e com os heróis que “cruzam mares e céus em busca de um grande amor”.

Autor: Fábio Sombra.
Editora: Abacatte, 2010.

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